segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Romulo Bolivar - A Arte da Irreverência



Dar aula é uma Arte! 
Não se sabia de onde vinha um frenesi geral na tarde de sábado nas Redes Sociais que se estendeu pelo Domingo a respeito de um Aulão que ocorreu na manhã sábado  na ULBRA, organizado por uma equipe do RedMat e Meta. Fomos atrás dos fatos,pois como entender uma garotada que nem sempre se liga nos estudos,de repente encontrarem-se em pleno fim de semana discutindo técnicas e falando em produção de textos?


O nome era ROMULO BOLIVAR – um carioca ,integrante da equipe do Proenem do Rio de Janeiro que segundo as coordenadoras do evento aceitou de pleno o convite realizado há três meses chegando a Porto Velho na tarde de sexta-feira, acompanhado de um exímio cineasta conhecido nos grandes centros de nome Ton Gadioli que atua como Diretor, produtor participando da equipe do Proenem também.

Segundo informações, os candidatos a Enem vindos de vários bairros da cidade, de diversas Escolas Públicas e privadas "bebiam" cada palavra do educador de forma atenta, pois o mesmo com uma aula irreverente ,de alto nível, com nuances humorística, trabalhou o direcionamento à prova de Linguagens e à Produção de Texto repassando aos presentes dicas valiosas que os levaram a perceber que podem muito mais do que imaginam e que cada um é responsável pelo próprio conhecimento.

Mas algo nos intrigava: O que chamou tanto a atenção dessa meninada? Contamos com tantos Educadores em nossa cidade capacitados para tal, por que buscar alguém de fora?A resposta veio da coordenação do evento, que após explicar os motivos que as fizeram convidar o Educador, mostrou o quão nossas escolas são defasadas ainda no quesito Enem, pois nem todas preparam para a prova que seus alunos estão prestes a realizar. A vinda de Romulo Bolivar foi uma oportunidade para que alunos que nem sempre têm acesso a esse tipo de aula pudessem participar ,para que eles tivessem acesso a dicas valiosas que os levem à vitória na prova e, o Professor foi o escolhido por trazer uma dinâmica diferenciada em suas aulas,o que chama a atenção da garotada de forma inédita,já que muitos sequer têm aulas de Redação na grade curricular.

Pesquisando mais na internet a respeito das duas celebridades presentes na cidade no fim de semana percebe-se que os mesmos têm um grande número de seguidores e, observando suas videoaulas dá para entender o porquê da vibração dos alunos Portovelhenses. Realmente precisamos de alguém que faça a diferença,que seja o diferencial na vida dos estudantes.Portanto nos congratulamos com as organizadoras do Projeto e parabenizamos,não só o Professor ROMULO BOLIVAR ,como também as organizadoras pela sensibilidade  na escolha,vital para o sucesso do evento realizado,pois "arte" não está centrada apenas na beleza das obras, mas também na arte de ensinar,de se disponiblilizar a aprender,de ajudar a quem necessita de subsídios para vencer os obstáculos no caminho.

Fonte: RedMat & Meta

domingo, 5 de junho de 2016

A carruagem de terceira classe - Daumièr



POR MARGARETE MS  (HTTP://OBVIOUSMAG.ORG/ARCHIVES/2013/11/HONORE_DAUMIER_UM_HOMEM_RINDO_
DO_SEU_TEMPO.HTML)

"Pintor e escultor, Honoré Daumier ficou sobretudo conhecido por suas caricaturas. Nasceu na França em 1808 e começou a estudar arte aos 16 anos. Ajudava os pais trabalhando como entregador e nas horas vagas criava seus esboços. (...) acreditava na futilidade da luta do homem contra a natureza e algumas das pinturas de Daumier sugerem isso. O artista costumava diversificar  suas obras recorrendo a diferentes tendências e novas abordagens  estéticas. De 1848 até 1871 ele foi um pintor impressionista. Uma de suas obras, Le wagon de troisième classe  (A carruagem de terceira classe) mostra sua compaixão  sensibilidade por um grupo de pessoas pobres viajando de trem.  Usou temas do cotidiano para provocar a discussão sobre as questões sociais mais amplas e também explorava temas literários, como o  popular Dom Quixote. Suas esculturas são conhecidas por serem  extremamente realistas e seu estilo é tão particular que quase não se detecta a influência de outros artistas. No entanto, foi marcado  por Nicolas Toussaint Charlet (1792-1845), Gustave Courbet (1819-1877) e Peter Paul Rubens (1577-1640). Pintor do movimento realista,  exaltava a visão materialista e positivista do mundo. Acreditava que  somente a ciência poderia gerar explicações para o mundo e que  algo como a transcendência ou o estado espiritual não poderiam  ser admitidos."

Segundo Maria Mirtes dos Santos Barros e Claudio Zannoni em seu artigo "Arte e Política"  'representante do realismo é Honorè Daumièr. Em suas representações ele vai em busca não da realidade extrínseca , mas da realidade intrínseca, isto é, da condição social introjetada, transformada em “espírito”, capaz de moldar o caráter. Por essa razão,  Daumièr parece raspar o lustro carnal da superfície para mostrar a  essência do ser burguês. Assim procedendo, ele representa tipos,  através de suas caricaturas.

Janson (1979, p. 589) analisa a pintura desse artista: “Vagão de terceira classe” , da seguinte forma: "O que lhe interessava não era a superfície tangível da realidade, mas o significado emocional que sob ele se esconde. Neste trabalho ele captou um estado peculiar da condição humana contemporânea, a ‘multidão solitária’; estas pessoas apenas têm de comum o fato de viajarem juntas numa carruagem de comboio. Embora estejam fisicamente juntas, não prestam atenção umas às outras - cada uma está só com seus próprios pensamentos. Daumier explora este estado de espírito com uma penetrante compreensão da natureza humana e com uma profunda simpatia."






A Noite Estrelada - Van Gogh


Do Blog: http://estoriasdahistoria12.blogspot.com.br/2013/07/analise-da-obranoite-estrelada-de.html

"Noite Estrelada é uma das obras mais conhecidas de Vincent Van Gogh. O quadro foi pintado quando ele tinha 37 anos e estava internado num asilo em Saint-Rémy-de-Provence (1889-1890). A obra encontra-se actualmente na colecção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA).

Ao contrário de muitas das suas obras,  Noite Estrelada foi pintada de memória, e não a partir da vista correspondente de uma paisagem. Durante ao tempo em que esteve no asilo, Van Gogh  dedicou-se a pintar as paisagens da região da Provence.

A paisagem retratada mistura o real com imagens da sua memória, como uma igreja tipicamente holandesa. É notável o contraste entre a calma da pequena vila representada e o caos celestial. Os ciprestes são o elo de ligação entre a terra e o céu. A obra é dividida no plano horizontal pela linha do horizonte e no plano vertical pelo cipreste. O povoado longínquo, de pequenas casas, contrasta fortemente com o cipreste em primeiro plano que se destaca e ajuda ao equilíbrio da composição As pinceladas são curvilíneas, e integram-se de maneira rítmica sobre a superfície da pintura. Estrelas brilhantes pulsam como mini-sóis. Ondas luminosas cortam o centro da tela, parecem ter vida própria. No canto superior direito, chama a atenção a lua que ganhou feições de um sol que transforma em quase dia. Enquanto isso, o vilarejo, com a sua igreja de torre alta, parece adormecer alheio ao céu estrelado cheio de explosões emotivas de Van Gogh.
A pintura foi a inspiração para a canção  de Don McLean, "Vincent", que é também conhecida como "Starry Night".

Segundo Felipe Araújo ( http://www.infoescola.com/pintura/a-noite-estrelada/) "O pintor levou três noites para terminar A Noite Estrelada. No quadro, observa-se uma paisagem que faz uma metamorfose de elementos reais com as memórias de Van Gogh, como uma típica igreja da Holanda. Uma das características marcantes da obra é a diferença entre o céu turbulento e cheio de curvas e a tranquilidade do vilarejo. "A noite é muito mais viva e colorida do que o dia", disse o pintor sobre a obra.

O quadro é dividido em face horizontal por uma linha e na vertical pelo cipreste. A comuna francesa apresenta-se ao longe, com casas bem pequenas, contrastando densamente com o cipreste visto em 1º plano. Foi pintado de forma curvilínea e as pinceladas integram-se de maneira ritmada acima da superfície da imagem. Causando uma sensação agitada de espiritualidade e luz, a cidade, o cipreste o e céu fantástico se integram plenamente.

De acordo com Frayze-Pereira, no livro "A criação Trágica: Van Gogh" (editora Vozes): "No confronto entre o céu reconstituído e o céu pintado por Van Gogh, os astrônomos confirmaram a colocação exata das estrelas e a posição da lua na tela, revelando a objetividade da observação de Van Gogh com relação à natureza".

A Noite Estrelada influenciou criadores de outros campos artísticos como a música o cinema. Fundindo o quadro do pintor holandês à cidade de Paris, foi lançado o pôster de divulgação do filme do cineasta Woody Allen, "Meia Noite em Paris". O compositor Don McLean, na canção chamada "Vincent" (referência ao artista holandês), buscou inspiração na pintura de Van Gogh."

Veja mais no vídeo abaixo:

Observe que um contraste é perceptível na construção estática da cidade e do movimento do céu.

sábado, 19 de março de 2016

Bira Lourenço - Percussão é Arte

"Os meus detalhes são sistematizações de sensações..."
(Bira Lourenço)

Já se definia  em tempos atrás que percussão é " instrumento musical cujo som é obtido através do impacto, raspagem ou agitação, com ou sem o auxílio de baquetas.” Mas o que dizer do som criado através de instrumentos inusitados como a água e/ou a vara de bambu entre outros objetos não reconhecidos como instrumento de percussão?  Bira Lourenço* é o percussionista em questão que faz da arte do objeto que tem em mãos os sons mais instigantes e contagiantes.Ele não apenas produz som, ele é o som...é a palavra... é a música... é a essência de algo maior,transcendental...iluminado por um dom excepcional que só pode ter vindo da luz...do que há de mais belo no universo.É capaz de quebrar interditos ...Sua alma está centrada no instrumento,seu coração no batuque... no ritmo....Podemos dizer que o seu som vai do silêncio à intensidade máxima da elevação espiritual...sons estes, cuja altura não pode ser perfeitamente determinada,pois produzem variações incertas de altura ao longo de sua duração produzindo um acompanhamento que não interfere na harmonia do que há de mais belo na percussão.È capaz de superar a imanência daquilo que nos paralisa.


Como dizia  um grande doutor em Ciência da literatura Sr.Paraguassú que “as questões brotam dos caminhos da abertura do ser, onde reside um querer que se põe à busca da origem daquilo que se mostra - a coisa - e que se dá em experiência ganhando ‘forma’ ao evidenciar-se na sua gênese, conduzindo a vontade, o ‘querer’". Bira Lourenço é isso – busca na multiplicidade infinita do instrumento que tem em mãos o som mais precioso onde é tomado pelo próprio ser e,é por essa abertura do ser que se mostra como questão a ser observado diferentemente dos conceitos fechados,pois agrega em si uma pluralidade de possibilidades que geram outras possibilidades do ser, do ser como verdade que brota ,que instiga,que se instaura e vigora desnudando o que continuamente desnuda.Seu corpo,seu toque no instrumento,seu batuque parece buscar sair  de si,encontrar-se com um ser  -  ou em um ser - que lhe dê a plenitude daquele momento.
Sua sonoridade que a primeira mão estaria em segundo plano por estar acompanhando alguém no palco,ultrapassa o plano em questão e se revela como a peça principal.Chega até nós e nos impulsiona a fazer o salto para o abismo a procura de desvendar o mistério que o envolve,sua transcendência... Bira Lourenço não se deixa aprisionar pelos conceitos da percussão,ele quebra paradigmas e mostra que a arte não está presa a teorias...traz luz à ilusão e ao mistério como força vital presente, eclode mesmo na ausência de sua presença,é SER  sendo, onde não ser é eterna presença...é  REAL....
Seus instrumentos inusitados dialogam entre si e consigo mesmo...seu corpo,sua alma celebram o batuque de forma plena...
Ele vai além do "ser" percussionista em palco.Sua essência transcende a técnica, transcende a linguagem, no fazer de cada instante,no co-fazer e no com-crescer pela doação da própria alma ou do co-espírito para a essência da verdade e, tudo se resume ao que   ele próprio diz: “Toco a mais pura verdade dos sons que em mim habitam ou perpassam...”

Conhecer Bira Lorenço é impossível ,pois para isso precisa se embrenhar nesse mistério que é a sua dimensão transcendente.É quebrar o interdito como dizia Clarice Lispector ,mas conhecer sua alma no toque de cada instrumento é mágico.


 *Bira Lourenço: "licenciado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bira Lourenço é professor de percussão em projetos com alunos de escolas públicas, portadores de necessidade educacionais especiais, formação professores e ressocialização de apenados e egressos do sistema penal. Participa de discos dos  compositores locais, já desenvolveu vários trabalhos associados ao Teatro, em pesquisa sobre a dramaturgia sonora, e dedica-se a pesquisar possibilidades sonoras com a água, instrumentos de barro e objetos."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Flora - Giuseppe Arcimboldo



Flora - Giuseppe  Arcimboldo (1951)


"Giuseppe Arcimboldo (Milão, 1527 — 11 de julho de 1593) foi um pintor italiano. Pintor Maneirista, de estilo naturalista e detalhista, Arcimboldo foi o favorito da corte em Praga; trabalhou para os imperadores Fernando I, Maximiliano II e Rodolfo II. Desenhou afrescos para a Catedral de Monza, fez o Mosaico da Dormição da Virgem Maria. O trabalho que destacou o artista Giuseppe Arcimboldo, foram as criativas cabeças feitas de frutas, legumes, flores, peixe e livros.

"As Quatro Estações" (1573) - série composta de quatro quadros representando as estações do ano, feitas de vegetais, raízes, flores, folhas, frutas, etc; realizada para o imperador Maximiliano II, foi sua obra mais famosa.
Archimboldo começou a fazer retratos de pessoas, mas não como elas são vistas, e sim com figuras de animais, vegetais e outros objetos naturais, como em uma colagem. Olhando de perto uma obra dele, você distingue várias figuras, como carneiros, peixes, abóboras, pepinos, folhas, plantas… ao se afastar um pouco e prestar mais atenção ao geral da obra, novas figuras, em sua maioria pessoas, surgirão.Em Flora você percebe o detalhe das flores e folhas.

O toque de mestre do pintor foi utilizar, em cada tela, elementos que correspondessem ao tema retratado; assim, “A Primavera” é composta basicamente por flores, “O Verão”, por frutas próprias dessa estação, “O Outono”, por folhas e frutas dessa época do ano e “O Inverno”, por uma "árvore sem folhas". O mesmo acontece com o restante de sua obra. 


Arcimboldo morreu em Milão, no ano de 1593,  apesar da religiosidade da época ser dominada pela Igreja Católica, Arcimboldo era um ocultista, o enigma, os simbolos e as charadas fascinavam o pintor. Muitos artistas surrealista do século XX se inspiraram nas obras do pintor italiano Giuseppe Arcimboldo, a exemplo, Salvador Dali.Seu trabalho caiu no esquecimento por aproximadamente 300 anos, até ser redescoberto pelo Movimento Surrealista, entre os séculos XIX e XX."

 A título de curiosidade a obra, denominada Flora, - quadro do artista italiano Giuseppe Arcimboldo (1527-1593), contemporâneo do poeta Luís Vaz de Camões. Nessa pintura, o artista utilizou um recurso alegórico por meio do qual a flora é figurada como mulher, apresentando semblante humanizado pela combinação de diversos elementos
naturais, os quais ela mesma representa. O poema épico de Camões, Os Lusíadas, também apresenta uma figura que foi criada utilizando-se elementos alegóricos na mesma linha do quadro Flora que foi o a figura do Gigante Adamastor, pois este encarna os elementos naturais do Cabo das Tormentas.e, tal como Flora,esse elemento natural é dotado de um semblante antropomorfizado."


FONTE:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Arcimboldo

 Vide mais obras de Giuseppe











Fonte: Wikipedia e Do Blog http://bethccruz.blogspot.com.br/2009/07/arcimboldo-arcimboldo.html

domingo, 29 de março de 2015

Moema - Victor Meirelles (1866)

Moema, 1866. Uma das mais conhecidas pinturas brasileiras de temática indianista. Museu de Arte de São Paulo

"A obra de Victor Meirelles pertence à tradição acadêmica brasileira, formada por uma eclética síntese de referências neoclássicas, românticas e realistas, mas o pintor absorveu também influências barrocas e do grupo dos Nazarenos. Um dos principais pintores brasileiros do século XIX, para muitos o maior de todos, foi autor de algumas das mais célebres recriações visuais da história brasileira, que até os dias de hoje permanecem vivas na cultura nacional e são incessantemente reproduzidas em livros escolares."(fonte: wikipedia)

Vitor Meirelles pinta a história da índia  Moema e do colonizador português Diogo Álvares chamado de Caramuru pelos índios que decide retornar para a Europa levando consigo a índia Paraguaçu.Moema atira-se no mar tentando alcançar o navio de Diogo mas acaba morrendo afogada.

Como disse Alexander Gaiotto Miyoshi  em seu artigo MOEMA, A PINTURA DE UMA PERSONAGEM LITERÁRIA,  "Victor Meirelles não pintou uma cena de Caramuru; escolheu retratar o que poderia ter ocorrido a Moema depois de ela “sorver-se n’água”: seu corpo aparece na praia, nu e inerte, imerso numa natureza evanescente, virado para cima, com a mão sobre o ventre, o braço estendido e as pernas juntas. Sua pose é delicada, mesmo artificial, o que se acentua em dois elementos: um arranjo de penas central no quadro, cobrindo o sexo, e os cabelos negros, longos e ramificados, impressionantemente vivos. Mais do que obedecer a obra literária, Meirelles integrou seu quadro à tradição pictórica de nus estendidos sobre paisagens naturais, prolongadas ao horizonte; nus míticos e idealizados, dormindo ou sem vida, inconscientes de sua exposição e, assim, viáveis a olhos moralistas. Acrescente-se que a nudez de Moema, sendo ela uma indígena, era condição natural, inocente e plausível, o que autorizou ainda mais a sua transposição à tela. Moema respira o ar de mudanças profundas na pintura internacional. Os anos de 1860 são profícuos em variados nus, cruciais para a diversidade do gênero."

Ou seja,a cena do quadro não representa propriamente uma cena da obra literária;pois em vez de basear sua construção visual na literatura,o pintor preferiu recorrer à tradição da pintura.

fonte:Wikipedia e do blog http://jardel-dias.blogspot.com.br/2012/10/moema-pintura-de-uma-personagem.html

Leia mais A Q U I 

Liberdade guiando o povo (1830)- Delacroix

Liberdade guiando o povo - 1830 - Delacroix
"Delacroix retratou a Liberdade, tanto como figura alegórica de uma deusa como uma mulher robusta do povo, uma abordagem que os críticos contemporâneos denunciaram como "ignóbil". O monte de cadáveres (na tela) atua como uma espécie de pedestal de onde a Liberdade passa, descalça e com os seios nus, de lona e no espaço do espectador. O barrete que ela usa simbolizou a liberdade durante a primeira Revolução Francesa, de 1789-1794. A pintura tem sido vista como um marco para o fim da Era do Iluminismo, assim como muitos estudiosos vêem o fim da Revolução Francesa como o início da era romântica.

Os lutadores são uma mistura de classes sociais, que vão desde as classes mais altas, representadas pelo jovem com uma cartola, para a classe média ou a revolucionária burguesia, como exemplificado pelo menino segurando as pistolas (que pode ter sido a inspiração para o personagem Gavroche em Les Misérables de Victor Hugo). O que todos têm em comum é o ardor e a determinação nos olhos. Além da bandeira empunhada pela Liberdade, em tricolor, em segundo plano, pode ser vista também uma bandeira igual, muito longe, nas torres de Notre Dame.

A identidade do homem da cartola tem sido amplamente debatida. A sugestão de que era um auto-retrato de Delacroix foi eliminada pelos historiadores da arte moderna. No final do século XIX, foi sugerido o modelo de teatro Etienne Arago, outros têm sugerido o futuro provedor do Louvre, Frédéric Villot; mas não há um consenso firme sobre este ponto."

Portanto, " A Liberdade Guiando o Povo (em francês: La Liberté guidant le peuple) é uma pintura de Eugène Delacroix em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Uma mulher representando a Liberdade, guia o povo por cima dos corpos dos derrotados, levando a bandeira tricolor da Revolução francesa em uma mão e brandindo um mosquete com baioneta na outra. A pintura é talvez a obra mais conhecida de Delacroix." A obra apresenta característica romântica ao empregar os contrastes de luz e sombra conferindo maior emoção à cena. (Fonte: Do http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Liberdade_Guiando_o_Povo)


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sábado, 21 de março de 2015

O Boto - Vicente Rêgo Monteiro

O Boto

“O Boto, lendária figura que em noites de lua cheia se transforma em um belo jovem que seduz as donzelas à beira do rio, recebe nesta aquarela um tratamento cenográfico e barroco. A lua, grande círculo ao fundo, parece uma auréola amarelada e irradiante, destacando a figura do índio - o Boto -que segura a jovem seduzida num gesto elegante, como o de um bailarino, que ergue sua parceira no pas de deux.                                                                                                            
Estes ecos de bailado são compreensíveis pela freqüência a espetáculos de dança, acompanhando os bailados russos e suecos, a partir de 1913. A elegância dessa cena é ratificada pelo uso de linhas finas e o caráter esguio dos corpos."   Fonte: do site http://www.mac.usp.br/)
                                                                                                                              .
Quem é Vicente Rêgo?                                                                                         .
A pintura de Vicente do Rego Monteiro é marcada pela sinuosidade e sensualidade. Contido nas cores e contrastes, as obras do artista nos reportam a um clima místico e metafísico. A temática religiosa é freqüente em sua pintura, chegando a pintar cenas do Novo Testamento, com figuras que, pela densidade e volume, se aproximam da escultura .O pernambucano Vicente do Rego Monteiro (1899-1970) foi pintor, escultor, desenhista, ilustrador e artista gráfico. Nasceu em uma família de artistas. Descendia, por parte de mãe, do pintor PedroAmérico.                                                                                            .            
Ainda criança, iniciou seus estudos artísticos, em 1908, na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e em 1911 viajou com a família para Paris, onde passou a freqüentar a Academie Julién. Aos 14 anos teve alguns trabalhos selecionados para participar do Salon des Indépendants, em 1913. Em Paris, manteve contato com Amedeo Modigliani, Fernand Léger, Georges Braque, Joan Miró, Albert Gleizes, Jean Metzinger e Louis Marcoussis, importantes artistas modernistas.                                                                         .
...                                                                                                                           .
Em 1920, estudou a arte marajoara e tapajó das coleções do Museu Nacional do Rio de Janeiro, e esse tipo de estética passou a influenciar diretamente seus trabalhos.                                                                                                      .
A obra de Rego Monteiro incorporou a estética da cerâmica amazônica (a cor, o volume, a forma e a redução da figura), tornando-a uma característica marcante do modernismo brasileiro, que se propunha a resgatar, na arte, as origens do nosso povo.

Crucifixação

SEGUNDO Batista, Eduardo Pereira.  A escrita do esporte em Vicente do Rego Monteiro I Eduardo Pereira Batista.- Campinas, SP: {52f.}. 2006. " Rego Monteiro ingressa, na década de 1920, na "Escola de Paris" e sua obra recebe as marcas das "avant-guardes" européias.

 Vicente se alimenta na "dieta do regime cubista ".  As primeiras telas da década de 1920- Crucificação (1922) acima, Fuga para o Egito (1923), Flagelação ( 1923) e Pietá (1924)- possuem em comum, além do motivo religioso, uma composição cubista. A economia da matéria e das cores somadas à geometrização das formas e o equilíbrio da composição constituem as principais características do cubismo sintético de Juan Gris, em oposição ao cubismo analítico de Braque e Picasso."

    Os aspectos e as influências mais evidentes da obra do pintor Vicente do Rego Monteiro  em Crucifixação se referem a     Religiosidade, geometrização, figurativo, semelhança a baixos-relevos.                                                                                   
       Além do talento, Vicente do Rego Monteiro era um homem conhecido pela disposição e alegria de viver. Venceu muitos concursos de dança de salão na Paris dos anos 20. Entre 1969 e 1970 fez várias viagens do Recife ao Rio de Janeiro, dirigindo um Gordini. Fez seu nome na França como pintor,mas também como poeta.(Fonte:    http://www.pitoresco.com/espelho/valeapena/rego_monteiro/index.htm>.) 

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A Boba - Anita Malfatti

A Boba


“A Boba é um dos pontos mais altos da pintura de Anita. É fruto de uma fase em que a sua pintura expressionista absorve elementos cubo-futuristas. A Boba faz parte de um momento de "busca ativa", a tela é construída com a cor, numa orquestração de laranjas, amarelos, azuis e verdes, realçando as zonas cromáticas delineadas pelas linhas negras, na maioria diagonais - ordenação cubista. No primeiro plano, uma angulosa e assimétrica figura recebe aplicação irregular da cor. Na fisionomia, a expressão anormal e vaga é ressaltada por traços negros, segundo a estética expressionista do irracional e desarmônico. O fundo, elaborado com rápidas pinceladas, serve de contraponto.” (do site : http://www.mac.usp.br/)


“A pintura de Anita parece estar em um eterno descompasso com sua cidade. A São Paulo cosmopolita irá se constranger ao observar as telas toscas, adocicadas e falsamente ingênuas que Anita passa a produzir após a primeira fase modernista.
A artista que pintou obras como "O homem amarelo", "A Boba"(acima) e "Mulher de Cabelos Verdes", não quer mais ser vanguarda, nem acadêmica. Ela quer uma pintura simples, facilmente compreendida por todos e que dificilmente será aceita por seus colegas de aventura do modernismo.

A obra de arte A Boba foi pintada no período em que ela esteve nos Estados Unidos e é considerada um dos pontos mais altos da pintura de Anita, fruto de uma fase em que sua pintura, até então expressionista, absorve elementos cubo-futuristas. “(fonte: do blog: http://artedemestre.blogspot.com.br/2013/03/anita-malfatti-e-boba.html)

Anita Malfatti recebeu influência da cultura europeia e dos movimentos de vanguarda do início do século XX.

Veja mais no video abaixo:



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